O enigma da linguagem
Da Antiguidade aos nossos dias
Caro leitor
A filosofia da linguagem é uma das áreas mais fecundas da filosofia contemporânea, mas as suas raízes encontram-se na Antiguidade grega. As perguntas fundamentais que aí foram formuladas mantêm-se surpreendentemente actuais: como é que as palavras adquirem significado? Como conseguem referir objectos? Como é possível comunicar pensamentos? E será concebível uma linguagem que apenas uma pessoa pudesse compreender?
As quatro leituras que proponho hoje oferecem um percurso coerente por estas questões, desde a Antiguidade até Wittgenstein, passando pelas grandes teorias modernas do significado.
História da Filosofia da Linguagem, de Simon Blackburn, oferece uma panorâmica admiravelmente clara de mais de dois mil anos de reflexão filosófica sobre a linguagem. Blackburn mostra como os problemas da referência, do significado, da verdade e da relação entre linguagem e realidade atravessam praticamente toda a história da filosofia, revelando as continuidades que unem Platão, Aristóteles, os medievais, Frege, Russell, Wittgenstein e muitos outros filósofos. É uma excelente porta de entrada para compreender a evolução desta disciplina.


